Sobre


Emília Manente como todo bom jornalista, entende quase tudo de quase nada. A idade não é revelada. Já aprendeu que certas coisas não podem ser mudadas. Então, aceita. E não lamenta. Sabe que o tempo passa. Pra todo mundo. Como alguns de nós ela está em constante mutação. Gosta de revistas, moda (especialmente peças com design de bolinhas) e de um bom bate-papo. Pensa, respira, consome, devora e se questiona. É capixaba, mas viveria muito bem em São Paulo ou Madrid. Como no poema de Carlos Drummond de Andrade é “branca, intacta, neutra, rara, feita de pedra translúcida”. Para mim, um repórter (super) desatento, é uma usina de criação transbordante, que nunca para e, com os sentidos fervendo, me leva a caminhos que eu nunca veria se não fosse pelo seu farol. Na nossa panela, com ela misturamos tudo. Mas não deixamos de acrescentar (quase) todos. Para ela, o mundo não tem portas, menos ainda divisões. Escrevi tudo isso para apenas dizer que ela é, antes de tudo, a mãe da Hanna. Para virar fã? Bem… só conhecendo.

ps.: O convite é uma honra, e escrever esse mini-perfil da minha musa existencialista e noir será mais recompensador para mim do que para aqueles que lerão.

por Guilherme Sillva

Samuel Vieira, conhecido entre os íntimos como o divertidíssimo Samuca, é um repórter fotográfico sempre com piadas prontas à serem disparadas. Sabe a arte de quebrar o gelo como poucos, ou ninguém. Já passou pelo Jornal do Brasil, A Gazeta e A Tribuna. Hoje, é free lancer. Como a liberdade é uma de suas primazias, quer mesmo é trabalhar viajando pelo mundo. O sonho guti guti dele é formar uma família, cuidar da filha que quer ter, brincar na chuva, se sujar de barro e ter um cão. Adora frutos do mar, mas não dispensa um belo pão com ovo. Ama fotografar. Pensar na vida como uma poesia o inspira. Outra paixão é sua namorada. Que fique bem claro, ele a vê como uma rainha e é seu súdito abusadamente safado, como ele, trocista como sempre, diz.

por Donna Oliveira

Donna Oliveira é bonita. Só isso já basta para algumas mulheres. Não para ela. Quem tem o privilégio de conhecê-la sabe que ela é muito mais do que um corpo bem feito, um rosto iluminado e uma pele bem cuidada. Ela é inteligente. Tem uma voz malemolente encantadora. É generosa e amiga dos amigos. Quando começou a elaborar esse Panela, não tinha muita clareza de onde queria chegar. E foi longe. Muito mais longe do que poderia imaginar. Ela tem o dom da escuta. E sabe fazer perguntas desconcertantes com a mesma simplicidade e singeleza com que tece os seus textos. Por isso, ela é a donna dos melhores textos que já li. Encanta e se deixa encantar pelos seus entrevistados. Com alguns, rola uma química fantástica. O texto sai num fôlego só. Com outros (o texto),  sai num esforço. Mas em todos coloca sua alma. Em forma de palavras. De frases. De encantamento. Sobre ela alguém já escreveu: “ela faz a vida parecer boa de ser vivida”. Preciso dizer mais alguma coisa?

por Emília Manente